Jovens de baixa renda ganham bolsas de intercâmbio pelo projeto Soul Bilíngue

Publicado em 07/12/2018


Sete vão para destinos como Austrália e Nova Zelândia em 2019; participantes também tiraram o passaporte de graça pelo programa

 

Estudar inglês no exterior agora é possível para quem vem de periferia e de escola pública. O projeto Soul Bilíngue está preparando jovens da zona leste de São Paulo para intercâmbio e, já na primeira edição, vai levar sete deles para conhecer e estudar por um mês em escolas de inglês em países com Austrália e na Nova Zelândia.

 

Além de concorrer a bolsas, quem é inscrito na Soul passa pelo preparatório de intercâmbio, que inclui imersão no inglês, planejamento financeiro e atendimento psicológico. A primeira edição, que ocorreu entre agosto e 4 de dezembro deste ano, atendeu 11 jovens e todos eles ganharam passaportes.

 

“Eu não imaginava de forma alguma que eu teria a chance de viajar para fora do país um dia. A Soul mudou a gente completamente. Se eu for analisar o que eu era no começo do curso e o que me tornei agora, posso dizer que estou preparada para uma experiência fora”, diz a estudante Emili Mirella Moraes, de 17 anos, uma das aprovadas para a bolsas de intercâmbio.

Emili com a fundadora da Soul Bilíngue, Ariane Noronha (Foto: André Pereira)

 Outro aluno da Soul 2018, Arthur Savio, de 19 anos, diz que o sonho do intercâmbio estava muito distante, até participar do programa Soul Bilíngue. “O projeto me mudou. Passei a enxergar o mundo de outra forma. Eu já havia feito um curso de inglês antes por dois anos, só que participar da Soul nesses cinco meses valeu bem mais que o curso que fiz. Evolui muito, coisa que não imaginava”, afirma ele.

 

As bolsas de estudo foram conquistadas pela fundadora da Soul Bilíngue, Ariane Noronha, por meio de parceria com a Abraseeio (Associação Especialista em Intercâmbio para a Oceania) e a ONG Gerando Falcões.

 

"Criei a Soul Bilíngue para mostrar aos jovens de periferia que é possível viajar, aprender novo idioma e viver uma nova cultura. O mundo também pertence a eles", é o que diz ela, que sempre estudou em escola pública e realizou o sonho do intercâmbio em 2014, quando foi babá para uma família americana no estado da Virginia, nos Estados Unidos. A experiência durou um ano e meio e foi transformadora, segundo Ariane. Hoje, munida de experiência, ela decidiu criar a Soul para incentivar outros jovens, vindos de comunidade, a concretizar o sonho do intercâmbio.

Alunos da Soul Bilíngue são presenteados com passaportes (Foto: André Pereira)
 




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